quinta-feira, 26 de março de 2009

Por que trair?


É bem complicado responder esta pergunta, mas todo mundo deve possuir uma centena de explicações para a sensação que é descobrir uma traição da pessoa amada. Apesar de existirem traições de todos os tipos, a que mais nos afeta é a que atinge nossos corações. Estatisticamente, os homens traem mais que as mulheres. Este escritor até assume já ter cometido este pecado e inclusive sofrido deste mal, somos todos seres humanos e estamos propensos a passar por coisas assim. É como a morte, por mais horrível que seja, são situações que vamos acabar encarando.

Mas eu vou tentar explicar a traição, talvez não de uma forma global, porém usando um exemplo que me foi contado há pouco tempo. Na verdade não vou conseguir explicar, vou só relatar os fatos e as conclusões devem ser tiradas por quem ler estas humildes linhas e questionamentos. Como entender a mente do traidor e será que dá para punir uma criatura que comete este delito moral?


Então, imagine, prezado leitor, a seguinte situação: uma menina linda, jovem e cheia de sonhos. Não bonitinha, linda mesmo, um sorriso encantador e um belo corpo, bem desenhado pela natureza. Mas não só linda, ela sabe falar, é doce e simpática, inteligente, se expressa bem. Imagine uma menina assim apaixonada, se dedicando a um cara há alguns meses, feliz por estar tendo seus sentimentos correspondidos. Parece uma bela pintura, não é mesmo?
Pois veja outra cena: imagine esta menina saindo animada para encontrar seu amado, depois de perder horas para escolher o vestido mais bonito e usado com carinho as maquiagens para deixar ainda mais belo o seu olhar, o olhar que ela lançaria sobre seu amado e o flagraria a traindo.


Imagine o coração dessa menina como ficaria... Dá vontade de amaldiçoar os homens, realmente, é inacreditável a falta de sensibilidade que temos e a facilidade que possuímos para magoar um coração. E que conselho se pode dar a uma menina que sofre este tipo de decepção, como fazer com que ela volte a sorrir, não se deixe abater nem se rebele, como fazer ela voltar a acreditar no amor (sim, ele existe...)?


A resposta tem que estar dentro do coração dela, só ele vai saber quando ela poderá entregá-lo novamente, e a experiência a fará pensar quando decidir deixar seu coração aos cuidados de outra pessoa. De coração, eu espero que ela encontre o rumo para a sua felicidade...

domingo, 22 de março de 2009

O papel da imprensa




Até bem pouco tempo, não entendia exatamente como funcionava o papel da imprensa no mundo globalizado. Ingenuamente acreditava que sua função resumia-se a informar os acontecimentos diários e a criar uma grande "onda" em cima das tragédias. A vivência e principalmente a experiência mostram que não é bem assim. A imprensa é um dos maiores poderes existentes e possui uma imensa capacidade de penetração no sentimento dos cidadãos.
Infelizmente, algumas vezes este poder da imprensa acaba sendo usado de forma questionável – onde na maioria das vezes os fins acabam justificando os meios, assim como acontece em outras áreas. Mas a colaboração que a imprensa dá para a organização da sociedade é que serve de incentivo para que os sonhos da população não sejam despejados no lixo. A imprensa fiscaliza como poucos, seu poder de cobrança vai além dos limites burocráticos. Na verdade é um "pseudopoder" porque efetivamente sozinha a imprensa não muda nada. Ela precisa da compreensão do povo e para isto precisa ser imparcial e esclarecedora, a imprensa tem a obrigação de ser precisa como um cirurgião. Esta tarefa não é nada fácil de ser executada, falo por experiência própria.
Neste sentido, a imprensa séria consegue acender a indignação da população para as ilegalidades cometidas pelas esferas do poder, seja ele Executivo, Legislativo ou Judiciário, e até mesmo algumas confusões do mundo econômico e privado. Enfrentar a imprensa na maioria das vezes é um erro, justamente porque seu poder pode ser usado tanto para o bem como para outros fins.
Se alguém quiser realmente entender esta força real que a imprensa possui, basta começar a prestar atenção nos noticiários e nas ações diretas do poder após a repercussão. Aqui mesmo, em nossa cidade, temos exemplos de personagens literalmente pautadas pelo poder. Eles criticam a imprensa, mas nem percebem que fazem exatamente o que ela quer...

quarta-feira, 11 de março de 2009

Vergonha política em Cachoeira

E quem diria, já nem precisamos mais assistir à televisão para ficarmos com vergonha das coisas da política, foi-se o tempo em que os assuntos que imperavam nos holofotes da corrupção era um tal de mensalão, Detrangate, escândalo disso e daquilo. Agora, infelizmente, até Cachoeira do Sul dá seus maus exemplos, premia a cara de pau de uma pessoa que deveria servir de referência, mas que prefere ir contra o que apregoava por mandatos e mandatos por uns trocados a mais no final do mês.
Nossa cidade tem alguns figurões ocupando cargos públicos que deveriam levar um Oscar pela sua capacidade de interpretar um personagem durante anos. Chegava a ser comovedor assistir aquele líder solitário prometendo nunca aceitar um cargo – dizendo que não precisava disso. E agora é cômico ver onde o personagem foi parar. E essa cidadezinha miserável tem realmente os representantes que merece, gente que defende uma bandeira e depois a rasga.
E uma função subalterna ainda faz o personagem pensar que tem algum tipo de poder além de poder se enganar. Pior que isso é esse povinho que nem bola dá para as coisas ridículas que são feitas, é incrível como algumas coisas são facilmente esquecidas. E para rachar ainda mais a cara do cidadão de vergonha, o personagem é parabenizado em uma data especial. Deveria ganhar o prêmio cara de pau, o prêmio imoralidade do ano, o prêmio que é escrito, mas não vale nada.
Como cachoeirense, como uma pessoa que aprendeu a ser politizada e a discutir pelo que interessa, sem envolvimento, me sinto muito tranquilo para criticar atitudes de personagens como este. E se o indivíduo estiver lendo esta pérola, sabe que é dele mesmo que estou falando. Só não coloquei seu nome para não manchar o texto. Vai tentar me processar e assumir a cara de pau?

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O beijo

Quando nasceu, tímido, mal caminhava. De mãos dadas, de forma simples, sorrisos cândidos e olhares singelos. Foi crescendo e se tornando mais forte, praticamente imbatível. Fraquejou, lutou para sobreviver, por vezes até chorou o seu fim... Hoje, mais vivo e intenso do que nunca, todo seu envolvimento, dia após dia, trouxe a tão sonhada felicidade. O amor... O beijo sintetiza o tamanho do amor...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A espera interminável


Julia e Cadu nunca tinham se visto antes daquele beijo no final da festa. O dia seguinte àquele beijo foi interminável para a menina, que esperava por uma ligação, só queria ouvir a voz daquele garoto mais uma vez.

Deitada no sofá de casa, assistindo televisão sem conseguir dormir, ainda um pouco zonza por causa do som alto da boate, a menina tocava os lábios e fechava os olhos. Era como se lembrasse do momento em que sua boca foi tocada pelo beijo carinhoso de Cadu, Julia parecia sentir a massagem que ele fez em seu rosto enquanto as pessoas iam se retirando da festa. O salão estava vazio e a música, no momento do beijo, tocava somente para eles.

Depois de beijá-lo, ela lhe sussurrou o número do celular, antes de sair correndo puxada pelas amigas para pegar o táxi e voltar para casa. Cadu ficou parado, olhando ela ir embora e não entendia o que estava sentindo, nem de onde aquela menina havia saído tão de repente, parando em sua frente e o encantando.

Tomando uma cerveja com os amigos em um barzinho, ainda de madrugada, Cadu não prestava atenção à conversa, ficou lembrando daquele beijo também. Foi para casa, sem nem perceber o cansaço de caminhar mais de 10 quadras, não parava de pensar em Julia. Mas só o que ele tinha era o telefone dela, nem o nome sabia. Pior, Cadu nem sabia se o número era realmente dela.

Julia esperou o dia inteiro pela ligação do rapaz, nem foi para a prainha com as amigas pegar um sol, como havia planejado. Cadu dormiu a tarde inteira, mas sonhava mais acordado e não tinha coragem para telefonar.

Somente à noite, quando foi ao centro, ele tomou coragem, motivado pelos amigos e algumas garrafas de cerveja, para ligar e falar com Julia. A menina estava a poucas quadras de distância dele, atendeu insegura e com temerosidade quando o celular vibrou em seu colo e quase caiu no chão. Era ele, a espera havia acabado. Combinaram novo encontro, conversaram pela internet e se conheceram aos poucos.

Hoje, ainda os vejo discutindo por assuntos banais, mas fico perplexo com a forma como os olhares deles se encontram... Será isso que chamam de amor?

domingo, 15 de fevereiro de 2009

O Chávez e suas peripécias


Que demagogia, que nada. O Hugo Chávez é o maior malandro da América do Sul, chamou um referendo para ver se o povo quer que ele possa se reeleger infinitamente. "O resultado será respeitado, seja ele qual for", declarou o presidente. Quero só ver, lá o voto é facultativo, mas metade da população já foi pro sim ou não... É no mínimo interessante esta atitude do líder venezuelano, mas tenho até medo se a moda chega a pegar por aqui, no Brasil. Ainda mais em tempos de renovação... Será que vai ter uma campanha Fica, Lula! com os índices de aprovação do nosso presidente tão em alta?

Pensamento do dia




A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes
com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.


Friedrich Nietzsche