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sexta-feira, 6 de maio de 2011

VEM, UFSM

Grandes sonhos dão esperança, grandes projetos geram expectativa. Cachoeira do Sul respira nas últimas semanas esses dois sentimentos, ancorados na possibilidade de conquistar um projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A proposta inclui a construção de um campus e oferta de ensino superior gratuito com cursos voltados para o desejo do Governo Federal, o ensino tecnológico. Recursos federais aportando na economia da cidade e da região, já não é um sonho apenas nosso, é uma bandeira que deve ser repartida com as cidades vizinhas.


O projeto para trazer a UFSM, cujo slogan simples e fácil de ser lembrado “Vem, UFSM” tive a honra de criar, quando iniciamos as matérias sobre o tema, ainda em 2009, no Jornal do Povo. Talvez por isso, eu sinta enorme orgulho de poder fazer parte deste movimento, com essa pequena contribuição. Projeto que começa a tomar contornos fantásticos a partir da mobilização dos jovens de nossa cidade, que vão, sim, liderar a mobilização popular. Os jovens antes criticados pela sociedade e que eu aprendi a respeitar ainda mais ao editar o jornal Formigão, que também acompanhará este pleito de agora em diante. A gurizada vai para as ruas, vai vestir sua camiseta, vai distribuir panfletos e adesivos, usar a internet e cooptar mais ajuda para este projeto.


Cachoeira não pode perder esta chance. Temos um projeto pronto, feito pela UFSM, que prevê cursos de tiro curto. Pela explicação dos integrantes da comissão da universidade que aqui estiveram, os acadêmicos que cursarem Bacharelado em Tecnologia, o BCT, poderão continuar sua formação em outros cursos. Ao final de cinco anos, o estudante sairia do Centro de Ensino Superior Centro Sul Cachoeira do Sul (Cesucs) formado em duas faculdades. Só isso já é incrível! Mas ainda temos que aprovar o projeto. Precisamos nos movimentar, nos organizar. O prefeito Sergio Ghignatti fez sua parte e merece ser lembrado por isso, tem seus méritos, principalmente quando nomeou uma comissão comunitária – compartilhando com os cidadãos esta iniciativa.


Instalar em Cachoeira um braço da UFSM não se trata simplesmente de construir uma escola de ensino superior. É acabar com o êxodo jovem ano a ano, que leva embora de nossa cidade estudantes em busca de formação e de crescimento profissional. É ver crescer a economia local através da educação, setor com maior capacidade de proporcionar o crescimento da sociedade. É ver gente chegando de todos os cantos para morar em Cachoeira, para estudar em Cachoeira e para trabalhar aqui. Formação intelectual, crescimento econômico, social. Tenho certeza que nossa cidade vai vencer essa disputa, pois não estamos concorrendo sozinhos, há adversários, mas nossa mobilização será muito maior que a deles. Vamos, Cachoeira todos juntos bradar: “eu quero UFSM em Cachoeira”!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Dinheiro público na folia

Nada contra a festa que é o Carnaval, até vou dar uma passada pelos clubes para tomar uma ou duas cervejas e sair um pouco da rotina. Opa, não é a Gisele quem assina este texto, portanto, as críticas devem vir para mim: Vinícius Severo, um dos esforçados repórteres do JP.
Retornando para a folia, sou contrário ao montante de dinheiro (público?) que está sendo investido para que o pessoal possa descer a Júlio feliz da vida. R$ 100 mil: nem vou adjetivar! A Prefeitura está de parabéns por conseguir esta cifra via patrocínios logo no início do governo.
Eu particularmente acho um desperdício colocar grana que dá para comprar umas três ambulâncias para o Corpo de Bombeiros, por exemplo, em uma festa que vai durar uns dois, três dias.
Por que penso assim? Talvez por pensar pequeno, por ser egoísta, não importa. Aliás, o Péricles ainda me alertou que nem retorno em turismo a folia vai dar, então o dinheiro deve ser para diversão apenas...
E meus motivos: eu não gastaria dinheiro em Carnaval e deixaria de comprar remédios, não deixaria minha família sem comida para poder ir à folia, não jogaria minhas moedas fora enquanto crianças me imploram por algumas delas nas ruas. E a minha sensibilidade acaba me fazendo eventualmente dar a esmola, embora saiba que é errado...
Sei que a grana do Carnaval trata-se de verba cultural, e vou esperar que o Município consiga patrocínio também para projetos de relevância social maior. Aliás, vou torcer por isso. Mas enquanto insisto em ficar em Cachoeira e meus amigos abandonam a cidade por melhores oportunidades, fico pensando se não seria mais fácil dar outros incentivos às entidades para a organização do Carnaval tão defendido. Infraestrutura seria um bom começo. A conclusão que chego é que vai haver divergências e as coisas não evoluem quando isso acontece.
E o Marcelo Figueiró vinha promovendo o Sociedade Convergente, uma ideia que sempre me pareceu impossível ser executada por aqui, na terra das aparências, dos especialistas em porcaria nenhuma e dos sobrenomes que mandam e desmandam à beira do Jacuí.